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segunda-feira, 8 de abril de 2013


As tecnologias ajudam a aprender? Aprendemos na Web?
A Web potencia ou limita as nossas capacidades intelectuais
e/ou criativas?


 

Debruçando-nos sobre a problemática da tecnologia/informática educativa na sua inserção quotidiana no ensino, verificamos que a introdução das novas tecnologias num momento em que as problemáticas já não se limitam a visões reduzidas de equipamentos, mas à busca constante de caminhos alternativos para a renovação da educação, conduz ao reforço do seu uso no dia-a-dia no espaço sala de aula. A informática coloca à educação novos desafios que, incidindo, em particular, no uso do software educativo conduzem indubitavelmente ao melhoramento de todo o sistema educativo. Hoje em dia, felizmente, já vemos instalados em ambiente escolar, bons laboratórios e excelentes salas de informática, mas há pouca articulação entre a opinião do professor e o uso que este se vê “forçado” a fazer dos equipamentos e softwares educativos. Para além disso, as pessoas que constroem e são responsáveis pela aquisição desses mesmos softwares, hardwares e equipamentos, devem ser possuidoras de uma sensibilidade na compreensão de todo o sistema de aprendizagem de maneira a personalizarem com eficácia os produtos pretendidos.
Deve ser dada importância primaz a professores e alunos na forma como usam e pensam o uso da informática na educação bem como a relação entre o mundo da escola e o mundo das tecnologias. Deve construir-se e disponibilizar-se na Internet um banco de informações com avaliações, planos de aula e experiências de uso de software educacional, bem como a sua metodologia de desenvolvimento.
Os professores, como cidadãos e profissionais do ensino, devem defender palavras como liberdade, disciplina, leitura, aprendizagem, ciência, respeito, conhecimento, desenvolvimento, etc., sabendo que quaisquer que sejam as conotações que lhes queiramos dar, indubitavelmente todas estas palavras têm um elemento transversal: a educação. Por isso, despertar a atenção para o problema da inserção da tecnologia educativa no quotidiano da sala de aula é premente, é mesmo uma responsabilidade, uma obrigação, significa estar sempre atento às contribuições que, a qualquer momento da vida profissional, se possa fazer para melhorá-la.
A Educação, com a contribuição das tecnologias, é uma responsabilização com o futuro dos alunos. A informática não é apenas mais um recurso didático, como a bibliografia, o papel, o giz, o retroprojetor, o slide, o vídeo, o áudio e outros. As tecnologias têm que funcionar como um meio de maximização de conceitos e conhecimentos, um meio rápido, acessível e muito eficaz (quando bem utilizado).
Mesmo quando se cogita fora do ambiente escolar/educativo, a informática na sua globalidade não pode ser ignorada por nenhuma sociedade e permitir-se excluir por muito tempo a introdução de um meio tão importante e sempre atualizado. Quanto mais as novas tecnologias de informação e comunicação se tornam um elemento constante da sociedade, quer na educação, na cultura, no quotidiano, na atividade profissional, nos momentos de lazer, etc., mais elas têm, obviamente, que ser incorporadas nos processos escolares de aprendizagem. No contexto específico da introdução da informática e dos respetivos softwares na sala de aula, pode dizer-se que todos os métodos educacionais abrem um imenso leque de opções de trabalho e desenvolvimento para os profissionais da área. Assim, a formação e contratação de professores em informática torna-se imprescindível, apoiando os variadíssimos suportes e instalação de redes, incluindo o desenvolvimento de softwares educativos, neste caso, envolvendo equipas multidisciplinares em praticamente, todas as especialidades e ramos do ensino.
Professores e alunos devem usar e pensar a relação entre o mundo global, o mundo escolar e o mundo da informática como algo necessário, elementar, fundamental e imprescindível. Esta defesa da utilização das novas tecnologias em ambiente de sala de aula não é algo extremista, no sentido em que não será possível ensinar e aprender sem que a elas se recorra, mas tão só a defesa da ideia de que as tecnologia da informação representam um importantíssimo papel no cenário da educação, não devendo entretanto representar uma finalidade em si mesma, mas sim utilizá-la como ferramenta auxiliar no processo cognitivo. Muitas dúvidas se colocam sobre se o aluno não deve alcançar e obter um certo grau mínimo de maturidade antes de se envolver com atribuições de maiores tecnologias executadas exclusivamente através de máquinas. Sabemos, é verdade, que pelo simples facto de um aluno olhar e manipular um computador com alguma destreza e à vontade, não quer dizer que esteja a absorver conhecimento, que esteja a aprender algo, ele pode estar simplesmente, a editar um texto ou aceder à Internet, com todos os fatores de risco e segurança dai inerentes, ele pode até, direcionar-se quase em exclusivo para a prática, para a empregabilidade, onde os conteúdos interessam menos que aprender o uso da ferramenta, essa sim importantíssima no cerne da questão, e em última análise, pode levar o aluno a ter um forte impacto num primeiro momento, uma sensação de que adquire competências com relativa facilidade levando em alguns casos a alterações e confusões no quadro social e psicológico, pois a interação é feita com uma máquina através de um processo puramente mecânico e artificial e não através do relacionamento com outros seres humanos.
De facto devemos preocupar-nos em propor e executar todas as técnicas de ensino viáveis e até aqui conhecidas tradicionalmente, visando influenciar a sua imaginação, coordenação motora (aplicável em crianças), criatividade, conhecimentos, enfim o normal sistema de aprendizagem enraizado cultural e socialmente em todos as escolas onde se ensinou e ensina bem. Todos perguntámos e então o computador? As novas tecnologias? Devemos utilizá-las? Sim, efetivamente vivemos numa época de ênfase na informação, tais como a presença massiva de imprensa informativa escrita e falada, imprensa cor de rosa escrita e falada, programas variados nos diversos órgãos de informação, internet e as suas famosas redes socias, onde é preciso estarmos sempre atualizados e informados, sobretudo quando algum menor/aluno está sobre a nossa alçada. Prevenir, informando em conformidade com o que de facto deve ser validado, pois é muito importante lembrar que informação não é sinónimo de conhecimento. O conhecimento envolve o estabelecimento da compreensão da análise e síntese de relações entre informações isoladas. Assim sendo, a informação a partir de canais da Web, pode ser descartável, justamente por não ter vínculos nem com outras informações, nem com conhecimento, mas, sobretudo, por não termos com ela vínculos emocionais: uma informação retirada da internet não é uma verdade absoluta e inquestionável, antes uma informação a ser verificada discutida e só depois reafirmada e apreendida, falamos obviamente dos motores de busca tradicionais, pois todos sabemos que existem na internet canais seguros e de total fidedignidade, por exemplo os repositórios das várias instituições universitárias.
Para que tudo se torne mais objetivo, passamos a descrever algumas vantagens e desvantagens do uso de novas tecnologias em ambiente escolar:
Pontos positivos:
- Organização dos trabalhos,
- Arquivo fácil
- Contacto direto com a tecnologia
- Rapidez na informação
- Interesse em pesquisas
- Pesquisa rápida
- Interação com outras pessoas
- Enriquecimento de conhecimentos
- Educação à distância
- Aproximação da relação aluno/professor (o professor através da informática aproxima-se dos interesses do aluno ou vice-versa)
Pontos negativos:
- Falta de preparação do professor(e do aluno)
- Eventuais influencias negativas
- Horário indeterminado
- Educação à distância
- Vício desmesurado em navegar na internet
- Uso indevido (cópias, plágios, crimes, etc.)
- Afastamento da relação aluno/professor
Obviamente, todos estes pontos são, para além de inacabados, altamente discutíveis e como se pode ver, alguns até fazem sentido quer no negativismo do problema quer na benignidade da questão.
Em conclusão, afirmamos que a maioria das novidades tecnológicas vem para resolver problemas e não causá-los. Podemos até comparar as tecnologias com os medicamentos, todos vêm para ajudar e melhorar a qualidade de vida da população, mas tomar doses muito altas e sem prescrição médica ou com uma má avaliação, podem trazer ainda mais complicações à saúde. Por tudo isso deve ter-se o bom senso de introduzir as tecnologias no dia-a-dia, sempre acompanhados da noção de que antes de aprender alguma coisa usando a tecnologia, deve aprender-se a usar a tecnologia.
Acredita-se que a escolha de softwares educacionais por professores e escolas possa ser efetuada com mais segurança, com maior adequação ao contexto sócio-cultural e financeiro das escolas, e, assim, proporcionar maior eficácia no uso da informática na educação. Assim, a acumulação de uma base de informações sobre softwares educativos, pode e deve ser o incentivo de novos projetos, e servir mesmo como base para a produção de softwares educativos pelos profissionais de informática, com mais eficácia e com mais respeito à opinião e necessidades do professor. De educador para educando, de formador para formando, no sentido em que a informação, o controle e a democratização desta, bem como a experiência do conviver diariamente com as necessidades e premências, possam gerar conhecimento, desenvolvimento, liberdade e conhecimento. Ir contra a introdução, a evolução tecnológica no ensino é "nadar contra a corrente". A tecnologia faz parte do nosso dia-a-dia e temos que estar capacitados que todas as novas gerações vão estar ainda mais preparados para lidar com ela. Por isso, é necessário e essencial criar condições para a utilização apropriada desses instrumentos sem que eles gerem danos à saúde e ao bem-estar dos usuários.

3 comentários:

  1. Caros alunos,
    Gostei muito de ler o vosso post porque aborda uma série de questões que a mim, como professora e, em particular, como formadora de professores me preocupam e me fazem pensar muito. De facto, tal como referem, as tecnologias tem aspetos positivos muito louváveis mas se mal utilizadas podem ter consequencias muito perniciosas. Fico contente por partilharem comigo e com os colegas estas preocupações e a maturidade que demonstram na forma como as expoem deixa-me, de certa forma, tranquila. Junto com o dia lindo com que acordámos hoje, acho que me deu mais animo para continuar a minha missão: mostrar aos jovens professores que as tecnologias são armas poderosas para o professor que as sabe usar de forma consciente.
    Em relação ao blog em si, parabens que está muito bem conseguido. Vê-se que percebem de usabilidade na Web e que nada deve ser feito ao acaso se queremos comuicar de forma efetiva com os cibernautas.
    Uma sugestão: tentar um tipo de letra diferente ou então um tamanho de letra um pouco maior (so um pouco); diminuir ligeiramente o tamanho de letra da missão do blogue; substituir os titulos a preto por cinza escuro e "mensagens antigas" por bordeaux em vez de vermelho à Benfica, embora seja o meu clube de eleição! mas em blogue este vermelho choca!
    Até amanhã, bom trabalho!
    CC

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  2. Nesta ronda vejo que não há "novidades" no vosso blogue... não se esqueçam que é o vosso e-caderno diário e que um post semanal é a unica forma que tenho para acompanhar o vosso percurso numa logica de avaliação formativa...

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  3. Repito o referido no mail anterior: o blogue esta "parado" desde o dia 8 de abril... O que se passa? Não há tempo para postar ou comentar os trabalhos dos colegas?

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