As tecnologias ajudam a aprender? Aprendemos na Web?
A Web potencia ou limita as nossas capacidades intelectuais
Debruçando-nos sobre a
problemática da tecnologia/informática educativa na sua inserção quotidiana no
ensino, verificamos que a introdução das novas tecnologias num momento em que
as problemáticas já não se limitam a visões reduzidas de equipamentos, mas à
busca constante de caminhos alternativos para a renovação da educação, conduz
ao reforço do seu uso no dia-a-dia no espaço sala de aula. A informática coloca
à educação novos desafios que, incidindo, em particular, no uso do software
educativo conduzem indubitavelmente ao melhoramento de todo o sistema
educativo. Hoje em dia, felizmente, já vemos instalados em ambiente escolar,
bons laboratórios e excelentes salas de informática, mas há pouca articulação
entre a opinião do professor e o uso que este se vê “forçado” a fazer dos
equipamentos e softwares educativos. Para além disso, as pessoas que constroem
e são responsáveis pela aquisição desses mesmos softwares, hardwares e
equipamentos, devem ser possuidoras de uma sensibilidade na compreensão de todo
o sistema de aprendizagem de maneira a personalizarem com eficácia os produtos
pretendidos.
Deve ser dada importância
primaz a professores e alunos na forma como usam e pensam o uso da informática
na educação bem como a relação entre o mundo da escola e o mundo das
tecnologias. Deve construir-se e disponibilizar-se na Internet um banco de
informações com avaliações, planos de aula e experiências de uso de software
educacional, bem como a sua metodologia de desenvolvimento.
Os professores, como
cidadãos e profissionais do ensino, devem defender palavras como liberdade,
disciplina, leitura, aprendizagem, ciência, respeito, conhecimento,
desenvolvimento, etc., sabendo que quaisquer que sejam as conotações que lhes
queiramos dar, indubitavelmente todas estas palavras têm um elemento
transversal: a educação. Por isso, despertar a atenção para o problema da
inserção da tecnologia educativa no quotidiano da sala de aula é premente, é
mesmo uma responsabilidade, uma obrigação, significa estar sempre atento às
contribuições que, a qualquer momento da vida profissional, se possa fazer para
melhorá-la.
A Educação, com a
contribuição das tecnologias, é uma responsabilização com o futuro dos alunos.
A informática não é apenas mais um recurso didático, como a bibliografia, o papel,
o giz, o retroprojetor, o slide, o vídeo, o áudio e outros. As tecnologias têm
que funcionar como um meio de maximização de conceitos e conhecimentos, um meio
rápido, acessível e muito eficaz (quando bem utilizado).
Mesmo quando se cogita
fora do ambiente escolar/educativo, a informática na sua globalidade não pode
ser ignorada por nenhuma sociedade e permitir-se excluir por muito tempo a
introdução de um meio tão importante e sempre atualizado. Quanto mais as novas
tecnologias de informação e comunicação se tornam um elemento constante da
sociedade, quer na educação, na cultura, no quotidiano, na atividade
profissional, nos momentos de lazer, etc., mais elas têm, obviamente, que ser
incorporadas nos processos escolares de aprendizagem. No contexto específico da
introdução da informática e dos respetivos softwares na sala de aula, pode
dizer-se que todos os métodos educacionais abrem um imenso leque de opções de
trabalho e desenvolvimento para os profissionais da área. Assim, a formação e
contratação de professores em informática torna-se imprescindível, apoiando os
variadíssimos suportes e instalação de redes, incluindo o desenvolvimento de
softwares educativos, neste caso, envolvendo equipas multidisciplinares em
praticamente, todas as especialidades e ramos do ensino.
Professores e alunos devem
usar e pensar a relação entre o mundo global, o mundo escolar e o mundo da
informática como algo necessário, elementar, fundamental e imprescindível. Esta
defesa da utilização das novas tecnologias em ambiente de sala de aula não é
algo extremista, no sentido em que não será possível ensinar e aprender sem que
a elas se recorra, mas tão só a defesa da ideia de que as tecnologia da
informação representam um importantíssimo papel no cenário da educação, não
devendo entretanto representar uma finalidade em si mesma, mas sim utilizá-la
como ferramenta auxiliar no processo cognitivo. Muitas dúvidas se colocam sobre
se o aluno não deve alcançar e obter um certo grau mínimo de maturidade antes
de se envolver com atribuições de maiores tecnologias executadas exclusivamente
através de máquinas. Sabemos, é verdade, que pelo simples facto de um aluno
olhar e manipular um computador com alguma destreza e à vontade, não quer dizer
que esteja a absorver conhecimento, que esteja a aprender algo, ele pode estar
simplesmente, a editar um texto ou aceder à Internet, com todos os fatores de
risco e segurança dai inerentes, ele pode até, direcionar-se quase em exclusivo
para a prática, para a empregabilidade, onde os conteúdos interessam menos que
aprender o uso da ferramenta, essa sim importantíssima no cerne da questão, e
em última análise, pode levar o aluno a ter um forte impacto num primeiro
momento, uma sensação de que adquire competências com relativa facilidade
levando em alguns casos a alterações e confusões no quadro social e
psicológico, pois a interação é feita com uma máquina através de um processo
puramente mecânico e artificial e não através do relacionamento com outros
seres humanos.
De facto devemos
preocupar-nos em propor e executar todas as técnicas de ensino viáveis e até aqui
conhecidas tradicionalmente, visando influenciar a sua imaginação, coordenação
motora (aplicável em crianças), criatividade, conhecimentos, enfim o normal
sistema de aprendizagem enraizado cultural e socialmente em todos as escolas
onde se ensinou e ensina bem. Todos perguntámos e então o computador? As novas
tecnologias? Devemos utilizá-las? Sim, efetivamente vivemos numa época de
ênfase na informação, tais como a presença massiva de imprensa informativa
escrita e falada, imprensa cor de rosa escrita e falada, programas variados nos
diversos órgãos de informação, internet e as suas famosas redes socias, onde é
preciso estarmos sempre atualizados e informados, sobretudo quando algum
menor/aluno está sobre a nossa alçada. Prevenir, informando em conformidade com
o que de facto deve ser validado, pois é muito importante lembrar que
informação não é sinónimo de conhecimento. O conhecimento envolve o
estabelecimento da compreensão da análise e síntese de relações entre
informações isoladas. Assim sendo, a informação a partir de canais da Web, pode
ser descartável, justamente por não ter vínculos nem com outras informações,
nem com conhecimento, mas, sobretudo, por não termos com ela vínculos
emocionais: uma informação retirada da internet não é uma verdade absoluta e
inquestionável, antes uma informação a ser verificada discutida e só depois
reafirmada e apreendida, falamos obviamente dos motores de busca tradicionais,
pois todos sabemos que existem na internet canais seguros e de total
fidedignidade, por exemplo os repositórios das várias instituições
universitárias.
Para que tudo se torne
mais objetivo, passamos a descrever algumas vantagens e desvantagens do uso de
novas tecnologias em ambiente escolar:
Pontos positivos:
- Organização dos
trabalhos,
- Arquivo fácil
- Contacto direto com a
tecnologia
- Rapidez na informação
- Interesse em pesquisas
- Pesquisa rápida
- Interação com outras
pessoas
- Enriquecimento de
conhecimentos
- Educação à distância
- Aproximação da relação
aluno/professor (o professor através da informática aproxima-se dos interesses
do aluno ou vice-versa)
Pontos negativos:
- Falta de preparação do
professor(e do aluno)
- Eventuais influencias
negativas
- Horário indeterminado
- Educação à distância
- Vício desmesurado em
navegar na internet
- Uso indevido (cópias,
plágios, crimes, etc.)
- Afastamento da relação
aluno/professor
Obviamente, todos estes
pontos são, para além de inacabados, altamente discutíveis e como se pode ver,
alguns até fazem sentido quer no negativismo do problema quer na benignidade da
questão.
Em conclusão, afirmamos
que a maioria das novidades tecnológicas vem para resolver problemas e não
causá-los. Podemos até comparar as tecnologias com os medicamentos, todos vêm
para ajudar e melhorar a qualidade de vida da população, mas tomar doses muito
altas e sem prescrição médica ou com uma má avaliação, podem trazer ainda mais complicações
à saúde. Por tudo isso deve ter-se o bom senso de introduzir as tecnologias no
dia-a-dia, sempre acompanhados da noção de que antes de aprender alguma coisa
usando a tecnologia, deve aprender-se a usar a tecnologia.
Acredita-se que a escolha
de softwares educacionais por professores e escolas possa ser efetuada com mais
segurança, com maior adequação ao contexto sócio-cultural e financeiro das
escolas, e, assim, proporcionar maior eficácia no uso da informática na
educação. Assim, a acumulação de uma base de informações sobre softwares
educativos, pode e deve ser o incentivo de novos projetos, e servir mesmo como
base para a produção de softwares educativos pelos profissionais de
informática, com mais eficácia e com mais respeito à opinião e necessidades do
professor. De educador para educando, de formador para formando, no sentido em
que a informação, o controle e a democratização desta, bem como a experiência
do conviver diariamente com as necessidades e premências, possam gerar
conhecimento, desenvolvimento, liberdade e conhecimento. Ir contra a
introdução, a evolução tecnológica no ensino é "nadar contra a
corrente". A tecnologia faz parte do nosso dia-a-dia e temos que estar
capacitados que todas as novas gerações vão estar ainda mais preparados para
lidar com ela. Por isso, é necessário e essencial criar condições para a
utilização apropriada desses instrumentos sem que eles gerem danos à saúde e ao
bem-estar dos usuários.
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Caros alunos,
ResponderEliminarGostei muito de ler o vosso post porque aborda uma série de questões que a mim, como professora e, em particular, como formadora de professores me preocupam e me fazem pensar muito. De facto, tal como referem, as tecnologias tem aspetos positivos muito louváveis mas se mal utilizadas podem ter consequencias muito perniciosas. Fico contente por partilharem comigo e com os colegas estas preocupações e a maturidade que demonstram na forma como as expoem deixa-me, de certa forma, tranquila. Junto com o dia lindo com que acordámos hoje, acho que me deu mais animo para continuar a minha missão: mostrar aos jovens professores que as tecnologias são armas poderosas para o professor que as sabe usar de forma consciente.
Em relação ao blog em si, parabens que está muito bem conseguido. Vê-se que percebem de usabilidade na Web e que nada deve ser feito ao acaso se queremos comuicar de forma efetiva com os cibernautas.
Uma sugestão: tentar um tipo de letra diferente ou então um tamanho de letra um pouco maior (so um pouco); diminuir ligeiramente o tamanho de letra da missão do blogue; substituir os titulos a preto por cinza escuro e "mensagens antigas" por bordeaux em vez de vermelho à Benfica, embora seja o meu clube de eleição! mas em blogue este vermelho choca!
Até amanhã, bom trabalho!
CC
Nesta ronda vejo que não há "novidades" no vosso blogue... não se esqueçam que é o vosso e-caderno diário e que um post semanal é a unica forma que tenho para acompanhar o vosso percurso numa logica de avaliação formativa...
ResponderEliminarRepito o referido no mail anterior: o blogue esta "parado" desde o dia 8 de abril... O que se passa? Não há tempo para postar ou comentar os trabalhos dos colegas?
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